quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A menina


A menina atravessava a rua, mãos dadas com a mãe. Preparava-se para descer o meio-fio. Aguardava meu carro passar para só assim chegar ao outro lado.

Ali paradinha, olhando para os próprios pés, sorria. Indiferente ao transito, indiferente à correria do sábado. Indiferente à conversa dos pais, ao irmão que corria. A menina estava só, ria só. Um faz de conta. Uma história inventada.
Era princesa, era fada.

O carro passou, a menina atravessou, inventando sozinha. Um futuro, uma brincadeira. Um sonho.O tempo passa. A menina passou. O carro passou. O dia foi. O sorriso ficou.

7 comentários:

  1. Não sei se esse texto se enquadra bem na proposta.

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  2. É um tema bastante complexo "Prosa poética",katia. Mas a minha proposta, aqui, não é a postagem de estudos aprofundados, mas "considerações" sobre os temas, textos "inspiradores" e dicas de leitura referente ao assunto em questão.
    E,o importante é ler, pesquisar, escrever...
    escrever...escrever.:o)

    Bonito! Gostei do texto..."Um faz de conta. Uma história inventada.
    beijo

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  3. Eu sei Flor... o estudo, a brincadeira é sempre bem vindo. É que levamos muito a sério né? Bjão

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  4. Fico muito felizzzzzzzz: é essa a ideia.
    E, sem dúvida realizamos tudo isso isso "aqui", florzinha. (rs) Ando pensando em montar outro blog(rs) só com "Teoria Literária" com o mesmo material das minha aulas do Senac.
    Aqui, normalmente, uso o das minhas oficinas na Otelo/Sesc...
    beijão.

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  5. Acho que ficou uma prosa muito poética sim. Como as fotografias podem ser muito poéticas. Na minha imaginação formou-se a imagem duma menina bem pequena atravessando uma rua de uma cidade cinza e, no texto, só a menina se ilumina com sua coisa de criança com uma vida inteira pela frente.

    Achei uma poética fotografia descrita :)

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  6. Oi Cassandra obrigada querida. Na realidade creio que foi mais ou menos assim que a vi atravessando a rua, todo o resto ficou fora do contexto enquanto ela sorria numa brincadeira imaginária onde não cabia mais ninguém, foi lindo.

    bjs

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  7. Parabéns...divertido texto poético!

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