Escreva um poema, coloque título, seguindo a mesma linha de raciocínio do vídeo, ou seja,
segunda-feira, 5 de julho de 2010
EU CRIO ...QUE SÃO QUASE...
Escreva um poema, coloque título, seguindo a mesma linha de raciocínio do vídeo, ou seja,
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Um níquel para le misérable
Caiu! Pronto, lá se vai minha única moeda pelo bueiro da cidade. E agora? Sei não, se não tivesse tanta gente na rua até me abaixaria para pegar, afinal, quero comer e o restaurante é logo ali na esquina, mas e se eu fise-se, que mau teria? É logico, meu leitor, que irão pensar mal de mim, afinal não é digno de uma pessoa enfiar a mão dentro de um bueiro sujo, fedido, escuro para resgatar uma única brilhante moeda perdida, além do mais, são pouquíssimas as chances de reencontra-lá, mas, não deveria tentar? Não sei, essa duvida pode até parecer absurda para você leitor ou leitora, mas veja, ou leia, pelo seguinte ângulo, se vou adiante ninguém notara a minha existência e nem serei taxado de alguma coisa porém passo fome o resto do dia, e se me abaixo e por um acaso ache minha moeda, como, mas viro motivo de anedotas, o que não quero. Desisto, vou adiante. Fui, passado alguns momentos de mais extrema fome e arrependimento, encontrei para o meu deleite uma moeda perdida, provavelmente de algum envergonhado como eu, logo em frente.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Ruas Melancólicas
domingo, 20 de junho de 2010
De posse do objeto
quinta-feira, 10 de junho de 2010
“Um rápido confronto entre conto e crônica”
terça-feira, 1 de junho de 2010
Ex-marquesa de Rabicó
Presa em roda do arame
A maldade prendeu
Ela, e quem a ela prendeu
Suas roupas já não são mais suas
Muito menos sua força
A inocência, xi
Está gritando, esta rouca
Louca, ex-marquesa de Rabicó
Presa no arame farpado
No fundo sépia de uma sala escura
As flechadas e o pau tacado
Afugentara-a
A inocência se foi
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Transitoriedade
na noite barulhenta.
Era noite, em Londres, em Madagascar,na América.
Era noite em mim.
Era um quase esbarrão,
era o choque, o não romântico,
era antes a crispação
de um desejo súbito:Imperioso
Era o instantâneo erótico,
era o talvez nunca.
Para onde iria fugidia beleza
Daquele olhar que me fez renascer?
Ousada toca de olhares anônimos.
Transitoriedade,
cidade,
noite.
Memórias de um carnaval
E eis que o carnaval acabouE uma dor quase física
Tomou conta do meu coração
Ontem, eu fui feliz
Gente... muita gente...
Bagunça, confete e serpentina
Cabelo emaranhado, corpo suado
Samba no pé, extrema euforia
Tudo era festa... Tudo folia...
E eu naquela alegria
Contagiava a todos
Arlequins, pierrôs e colombinas
E eu cantava...
Sambava...
Rodopiava...
Pulava...
Amava...
Beijava...
E não me cansava
Para mim, não existia
Nenhuma sombra de tristeza
Pois tudo era uma beleza...
Ao desfilar na passarela
Com a fantasia amarela
Cantando desenfreadamente
Ao lado de muita gente
Que brincavam alegremente
Abriam alas a minha passagem
Jogavam flores na carruagem
E aplaudiam as minhas micagens
Finalmente
A Quarta-feira de Cinzas chegou...
Tudo acabou...
Minha alegria me abandonou
Minha voz emudeceu
Meu sorriso se apagou
Meus olhos não mais brilharam
Não ouviram o meu cantar
A ilusão se foi...
E o meu pobre coração
Com um dos pierrôs, folião...
Ficou...
Santiago Ribeiro
domingo, 30 de maio de 2010
Aviso da Lua que menstrua
Atitudes poéticas, difícil dizer o que pode ser poesia para cada um, é tão subjetiva que o objetivo pode parecer poético.
Eu me encanto com tudo, um dos motivos pelo qual não dirijo. Sou incapaz de me manter focada em algo, me encanto com o caminho. Com gestos, com palavras ditas ao acaso, me encanto com um sorriso escondido nos lábios quando não era para ser notado. Ultimamente dei de me emocionar com a beleza. Mesmo quando ela não é para ser beleza e lá no fundinho eu encontro, ou junto todas as palavras e encontro beleza lá... me emociono de verdade, choro a cântaros, mas tudo bem, faz parte do ofício.
Então gostaria muito de colocar algo meu aqui, mas... o meu é tão eu... que me impossibilita de dizer então coloco Elisa Lucinda. Como adoro ver essa mulher... Adoro o que escreve... E ilustra um pouco do que disse acima....
Aviso da Lua Que Menstrua
Elisa Lucinda
Composição: Elisa LucindaMoço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
"As Atitudes Poéticas"
● Induzindo correlações emocionais pelo som e pelo ritmo
Esses procedimentos não são usados separadamente. Todos eles contribuem para a significação do poema.
domingo, 16 de maio de 2010
Giz Caucasiano
Riscos de giz ao chão, definem sua vida, sua estrada, seu caminho está ali guardado num emaranhando de lembranças, que nem sequer sabemos ao certo o que foram. Riscos de giz ao chão, demarcam um mundo onde cada um viveu e vive, mostra um mundo único, onde cada um reside, eu no meu mundo e você no seu, que entram em colapso, a partir do momento em que os riscos de giz ao chão, brancos, esfumaçados, concretos, se tocam e sua linguagem, clara e objetiva, demonstra a tudo e a todos de forma inteligível o que nosso pensamento inconstante e nossas lembranças conseguem embaralhar e esquecer com tanta facilidade, nossa vida. Estes mesmos riscos de giz ao chão, que num olhar de um desconhecido podem lhe parecer um tanto singelos, são na verdade, muito mais que apenas riscos, são obras de arte, manifestos de vida em uma linguagem universal, a escrita, palavras, são o que são, esses riscos de giz ao chão
terça-feira, 20 de abril de 2010
O livro
Ali sobre o móvel. Tanto movimento, tanto a se dizer, ali sobre o móvel, intocado, intácto. Longe de ser manso, se entranha, arrebata. Ávido e se houver havido? Um livro, uma vida, um átimo de segundo. Aguardando o ato. Há tantos atos aguardados, ali, simplesmente guardados, sobre as páginas fechadas. Ali um livro sobre o móvel.
terça-feira, 6 de abril de 2010
O ATO DE DESCREVER
Utilizar a linguagem verbal para construir imagens que representam seres, objetos ou cenas é assumir a atitude lingüística da descrição. Nesses casos, você estará empenhando em transformar em linguagem aquilo que seus sentidos captam a partir da observação de um objeto, de um recorte da realidade que se quer fixar.
PROPOSTA
terça-feira, 30 de março de 2010
" The answer is blowing in the wind....."
Meu grande amor,
Acabo de abrir a janela e perceber que já estamos, de novo, em pleno outono. É outono também em minha vida e em meu coração. Coração repleto de saudades; saudades de ti e de mim mesma.
Na nossa velha vitrola pus pra tocar o nosso velho disco de Bob Dylan, já arranhado pelo tempo. A beleza das manhãs de abril já se anuncia. Diante de nossa janela, árvores peladas, o chão repleto de folhas secas e aquela ventania, vinda não sei de onde. Varrendo as ruas, causando reboliços, revirando folhas, levantando bingas de cigarros apagados, um brinco caído da orelha de alguma moça distraída, um papel de bombom sonho de valsa. De novo o vento assobiando velhos e bisados enredos.
O vento me traz de volta você. Seus cheiros, o gosto do seu beijo, seu toque amoroso e quente. Alisa minha pele ainda branca. Alisa tanto, mas tanto meu amor, que a sinto sem nenhuma ruga, nenhum vinco, nenhuma pinta ou marca que denuncie a passagem do tempo. Apenas como a deixava: úmida, pelos arrepiados, exalando desejos. Esta ventania me convida a revisitar outros tempos. Tempos de cabelos e emoções desalinhadas. Sinto sua presença, mas hoje a sinto como a senti pela primeira vez, lá nos dias do nosso começo.
A ventania começa também dentro de mim. Um vento que sussura baixinho e ininterruptamente a palavra saudade.... saudade..... saudade.
A força da junção de ambos, do vento que entra pela janela ao que nasce de dentro de mim, parece invadir, tomar conta do nosso quarto e abrir nosso antigo baú. Faz deitar em meu colo uma velha caixa de recordações. Levanta, de forma inesperada, a tampa da caixa. Desfaz o amarelado laço de fitas que envolve o maço de cartas de amor trocadas por nós durante anos. Cartas daquelas embaladas em envelope branco, barrado em verde amarelo, selo colado com a língua.
Ninguém mais escreve cartas, meu amor. Nossos netos só mandam emails e coisas ainda mais modernas que não sei entender. Mas não é igual: falta a letra, que é uma espécie de voz, uma fisionomia. Falta o cheiro da tinta, o papel, este pedaço da matéria que a outra pessoa tocou e pôs num envelope. Faltam os pequenos objetos que acompanhavam as cartas - um raminho seco, um recorte de jornal colado, um beijo dado em batom, um borrifo de almiscar displicentemente derramado. Falta o prazer de reconhecer o outro já no envelope. Adivinhar pelo número de páginas o tom da conversa: mais lento, madrugada adentro, ou mais fugidio, só para manter o carteiro empregado naquele dia.
Depois de reler algumas delas, a ventania agora coloca em minha mão a boa e velha caneta. E aqui estou, trêmula, tentando te escrever estas mal traçadas linhas.Espero que elas o encontrem bem, feliz, sonhando lindos sonhos de amor.
Amor de toda uma vida, a ventania, que tantos segredos nos revela, está passando. Hoje me trouxe um verso de Antonio Porchia.
"Estar en compañía no es estar con alguien, sino estar en alguien".
Devo apressar-me. Afinal, só conto com o vento para levar-lhe esta carta, esteja você onde estiver. Em breve seguirei também. Enquanto isto, ao fundo, Bob Dylan continua cantando para nós: “ the answer is blowing, is blowinnnnnnn in the Wind”
Para sempre sua, Vera
quarta-feira, 24 de março de 2010
Há dias, Beto não sai mais de casa. Diz sentir falta da sua pessoa.
Não entendemos direito o por que você foi sem se despedir.
Aqui em casa nós sempre, sempre pensávamos que você já fosse um membro da família.
Isso acontece por sermos amigas de infância. Beto apegou-se com você. Ele disse que a casa não tem a mesma energia, nem a mesma alegria.
Espero que você esteja bem. Espero que tenha partido sem se despedir apenas por falta de tempo, ou??
Disse ao Beto: - se bem conheço Marília foi embora sem avisar, pois, não gosta de despedidas...e também por ser bem chorona. Ele riu e confirmou a hipótese de ser isso mesmo.
Amiga...embora tenha dito isso a ele. Não me convenci. Se puder mande-me uma carta, dê-me notícias.
O Paulo tem ligado em casa e quer saber onde estás. Não dei teu antigo endereço, caso queira que dê, diga-me, ou melhor, escreva-me. Não sei também se essa carta encontrar-te-a no velho endereço, espero que sim.
Aaaaa...Passei no Mestrado, nem acredito! Comprei aquele vestido que paquerava na vitrine já fazia uns dois meses. Não sei ao certo, mas, parece que o Diego está de flerte comigo. Menina do céu! O pai do Beto continua atrasando a pensão...pensando bem as coisas por aqui continuam iguais...exceto ressalvas: "Diego, Mestrado e vestido novo". O céu escureceu do nada e uma ventania chegou a bater fortemente as portas. Preciso terminar, pois, vou recolher as roupas do varal, antes que a chuva chegue.
Um abraço forte amiga e que essa mesma ventania passe por ai e avise-lhe o quanto fazes falta por aqui.
Dê-me notícias!
Sua amiga de hoje e sempre...Paula
segunda-feira, 22 de março de 2010
Carta
Como tem sido sua vida? Me conta, mesmo que não ache importante.
Mandei arrumar o carro. Ficou bom, você tinha toda razão, estava precisando. Não entendo por que relutei tanto.
Ainda não consegui ler Paixão Segundo G.H. e nem Relatos de um Náufrago, como me sugeriu certa vez. Ainda não me escolheram, mesmo sendo Clarice e Gabo.
Pintei a casa. Laranja. Não como do poema "Impressionista" sempre amanhecendo. Entardecendo. Teria gostado, logo é noite.
Refiz o jardim. Abandonei as orquídea, são melindrosas demais e sou por demais de incompreensiva para com elas. Hoje, cultivo as violetas, a janela da cozinha está florida, elas me dão a chance de acreditar que estou no caminho certo. Se falho, substituo por uma nova, já florida e tenho a impressão de que tudo continua sempre igual.
Ontem encontrei aquele nosso amigo de longa data. Perdemos a intimidade. Senti essa perda, não somos mais crianças. Sabe, chego a conclusão, o tempo realmente passou, assim, feito ventania.
E sigo assim. Como se nada nunca tivesse fim.
Carinho.
PS: As portas continuam sem chaves.
sexta-feira, 19 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
O leitor ideal
Até sem nome.
DATA DA POSTAGEM- 22/3/2010
1- Escreva uma carta de amor a partir da palavra “VENTANIA”, ou seja, de posse do sentimento, da emoção, dos “insghits” que essa palavra desperta em voce.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Sorte ou azar?
Essa educação formal o deixou ainda mais revoltado. Potencializava o desterro de mais uma cidade que lhe expurgava como um verme.
Onde quer que ele fosse, a maldita lembrança do seu crime disparava e atingia a memória da cidade precedente, revelando o antecedente pelo qual pagou 13 anos numa penitenciária paulista. Lembrou e começou a chorar e soluçar angustiado. Compreendeu o que ouviu certa vez no corredor do tribunal: fazer justiça não é aplicar pena, é reconciliar as partes.
-- Ai meu Deus! O ônibus capotou. Só sobreviveu um...
quarta-feira, 3 de março de 2010
O Chão
Da pena à pedra, do pé ao corpo, da cinza ao vento.
Nada desafia a gravidade que nos afronta.
Cabe às nuvens, com o eterno retorno das águas e breviedade subliminar, narrar detalhes desse embate.
Usando hierógrifos de algodão.
" Você sabe com quem está falando?"
Tião se tornou um dos meus melhores amigos, estava entre os favoritos. Eu seguia de perto sua vida cotidiana. Já lia até seus pensamentos. Torcia por ele, xingava, discordava.
Já havia decidido me declarar sua amiga de infância no domingo de Páscoa. Mas hoje , quando fui visitá-lo, deparei-me com o seguinte aviso: “ Este blog só pode ser acessado por leitores convidados. Digite sua senha”.
Como assim? Barrada no baile? Você sabe com quem está falando? Um soco no monitor!
Pena! Deveria ter me declarado antes. Sei que ele jamais me negaria um convite!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Quem diria...

Olhando assim de longe ninguém diria que ela seria capaz daquilo. Tanta desordem.
Aparentemente não tinha motivo para tanto. Tantos sorrisos, tantos carinhos. Eram feitos um para o outro. E agora isso. Em cinco minutos a cidade inteira já sabia do ocorrido. Em dois segundos todos já julgavam. O que houve com ela? Não tinha do que reclamar... tinha um marido de ouro... Nossa! Deveria estar louca... Nunca desconfiei dela, sempre tão certinha... Quem diria!!! Especulações.
Mas quem estava ali quando escureceu e o fino fio escarlate maculava o tapete da sala?
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
OFICINA -LITERATURA E PALCO
Estarei na
Inicio: 19/03/2010










