segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O MAR
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A Toda ela Quero Dizer
Me alucina
Sua voz, a se pude-se ouvir sua voz
Pela primeira vez, ouvir com gosto de ver
Emitindo, transmitindo, reluzindo
Sua imagem, sua luz,
sua voz
A se pudesse, iria ...
Corre pela minha alma, vontade
De ver te assim, te ver assim e assim te ver
Simples, leve e poética.
Porém, não vou
Não vou mais, não posso.
A duras penas.
O relógio bate, os ponteiros giram.
Você fica, distante.
domingo, 22 de agosto de 2010
O texto poético
Teresa
A primeira vez que vi Teresa
PROPOSTA
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Encontros...

Toca o celular!
Alô. Podemos sim, à noite? Combinado!
No escritório. A amiga ri e explana:
- "Eita Luis", vive nas nuvens, ultimamente!
Tenho demonstrado isso Ana?
Sim...não somente demonstrado, além disso, tem transmitido uma energia boa.
Sabe Ana: há coisas inexplicáveis que nos vem de surpresa. Veja você...que com quase 60 anos eu jamais imaginaria um encontro desses. E eis que ela surgiu.
Veio assim: devagarinho, com palavras doces, um sorriso belo, um olhar profundo, brilhante, suave, enfim...
Somente ao conhecê-la, entenderás!
Porém, se por ventura, exigir uma definição, posso apropriar-me de uma frase que diz muito:
" A poesia não se entrega a quem a define" - Mario Quintana
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Uma ópera
Eu poderia tecer longos comentários sobre sua figura, a começar pelo seu porte perfeito, músculos definidos e belos, andar altivo, passos firmes sobre a rua pedregosa. Depois, lentamente, me deleitar observando a textura da sua pele, ou ainda rir das suas mãos soltas a tremer de frio, naquela tarde de julho. Poderia falar sem nenhuma dificuldade do seu olhar límpido e sereno a transmitir uma infinita ternura, e do perfume que exalava de seus cabelos caídos sobre os ombros.
Da sua alegria ao escutar as maritacas naquele fim de tarde, ou ainda do seu sorriso largo ao olhar no céu o barrilete, que o menino alegremente empinava. Essas e outras tantas coisas poderia eu falar, mas nenhuma palavra, nenhum verso, nenhuma poesia seriam suficientes para descrever tua figura infinitamente amada.
E se eu tivesse o dom da musica, tua figura serviria tão somente de ponto de partida. E se eu me dispusesse a cantar, tua figura seria uma ópera a preencher a minha vida.
sábado, 31 de julho de 2010
Libélula
sexta-feira, 30 de julho de 2010
E se me dispusesse ...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Quase exato!
Crio problemas.
Que são grandes problemões.
E pequenos problematicos
E minúsculos probleminhas
Crio problemas que são difíceis de serem resolvidos
E que são quase sempre resolvidos
E quase nunca solucionados
Eu crio quase problemas, quase soluções, quase respostas
Mas eu não crio o exato
Eu crio palavras que são opostas as exatas
E que são quase poesias
E quase contos
E quase romances
Eu crio na verdade, sim! Crio problemas!
Problemas entre as personagens que são quase conflitos
E os conflitos são quase intrigas
E as intrigas são quase desfechos
E os desfechos são quase
Quase incoerentes e quase coerentes
E esses problemas todos são quase poemas, ou quase contos, ou quase romances, ou quase....
Sem respostas...por que eu disse..que crio sim, somente:
Os problemas!!!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Sueli cria quase medos que são quase
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Sueli cria quase borboletas que são
Num jogo de liberdade
Que são esse jogo de liberdade
segunda-feira, 5 de julho de 2010
EU CRIO ...QUE SÃO QUASE...
Escreva um poema, coloque título, seguindo a mesma linha de raciocínio do vídeo, ou seja,
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Um níquel para le misérable
Caiu! Pronto, lá se vai minha única moeda pelo bueiro da cidade. E agora? Sei não, se não tivesse tanta gente na rua até me abaixaria para pegar, afinal, quero comer e o restaurante é logo ali na esquina, mas e se eu fise-se, que mau teria? É logico, meu leitor, que irão pensar mal de mim, afinal não é digno de uma pessoa enfiar a mão dentro de um bueiro sujo, fedido, escuro para resgatar uma única brilhante moeda perdida, além do mais, são pouquíssimas as chances de reencontra-lá, mas, não deveria tentar? Não sei, essa duvida pode até parecer absurda para você leitor ou leitora, mas veja, ou leia, pelo seguinte ângulo, se vou adiante ninguém notara a minha existência e nem serei taxado de alguma coisa porém passo fome o resto do dia, e se me abaixo e por um acaso ache minha moeda, como, mas viro motivo de anedotas, o que não quero. Desisto, vou adiante. Fui, passado alguns momentos de mais extrema fome e arrependimento, encontrei para o meu deleite uma moeda perdida, provavelmente de algum envergonhado como eu, logo em frente.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Ruas Melancólicas
domingo, 20 de junho de 2010
De posse do objeto
quinta-feira, 10 de junho de 2010
“Um rápido confronto entre conto e crônica”
terça-feira, 1 de junho de 2010
Ex-marquesa de Rabicó
Presa em roda do arame
A maldade prendeu
Ela, e quem a ela prendeu
Suas roupas já não são mais suas
Muito menos sua força
A inocência, xi
Está gritando, esta rouca
Louca, ex-marquesa de Rabicó
Presa no arame farpado
No fundo sépia de uma sala escura
As flechadas e o pau tacado
Afugentara-a
A inocência se foi
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Transitoriedade
na noite barulhenta.
Era noite, em Londres, em Madagascar,na América.
Era noite em mim.
Era um quase esbarrão,
era o choque, o não romântico,
era antes a crispação
de um desejo súbito:Imperioso
Era o instantâneo erótico,
era o talvez nunca.
Para onde iria fugidia beleza
Daquele olhar que me fez renascer?
Ousada toca de olhares anônimos.
Transitoriedade,
cidade,
noite.
Memórias de um carnaval
E eis que o carnaval acabouE uma dor quase física
Tomou conta do meu coração
Ontem, eu fui feliz
Gente... muita gente...
Bagunça, confete e serpentina
Cabelo emaranhado, corpo suado
Samba no pé, extrema euforia
Tudo era festa... Tudo folia...
E eu naquela alegria
Contagiava a todos
Arlequins, pierrôs e colombinas
E eu cantava...
Sambava...
Rodopiava...
Pulava...
Amava...
Beijava...
E não me cansava
Para mim, não existia
Nenhuma sombra de tristeza
Pois tudo era uma beleza...
Ao desfilar na passarela
Com a fantasia amarela
Cantando desenfreadamente
Ao lado de muita gente
Que brincavam alegremente
Abriam alas a minha passagem
Jogavam flores na carruagem
E aplaudiam as minhas micagens
Finalmente
A Quarta-feira de Cinzas chegou...
Tudo acabou...
Minha alegria me abandonou
Minha voz emudeceu
Meu sorriso se apagou
Meus olhos não mais brilharam
Não ouviram o meu cantar
A ilusão se foi...
E o meu pobre coração
Com um dos pierrôs, folião...
Ficou...
Santiago Ribeiro
domingo, 30 de maio de 2010
Aviso da Lua que menstrua
Atitudes poéticas, difícil dizer o que pode ser poesia para cada um, é tão subjetiva que o objetivo pode parecer poético.
Eu me encanto com tudo, um dos motivos pelo qual não dirijo. Sou incapaz de me manter focada em algo, me encanto com o caminho. Com gestos, com palavras ditas ao acaso, me encanto com um sorriso escondido nos lábios quando não era para ser notado. Ultimamente dei de me emocionar com a beleza. Mesmo quando ela não é para ser beleza e lá no fundinho eu encontro, ou junto todas as palavras e encontro beleza lá... me emociono de verdade, choro a cântaros, mas tudo bem, faz parte do ofício.
Então gostaria muito de colocar algo meu aqui, mas... o meu é tão eu... que me impossibilita de dizer então coloco Elisa Lucinda. Como adoro ver essa mulher... Adoro o que escreve... E ilustra um pouco do que disse acima....
Aviso da Lua Que Menstrua
Elisa Lucinda
Composição: Elisa LucindaMoço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
"As Atitudes Poéticas"
● Induzindo correlações emocionais pelo som e pelo ritmo
Esses procedimentos não são usados separadamente. Todos eles contribuem para a significação do poema.
domingo, 16 de maio de 2010
Giz Caucasiano
Riscos de giz ao chão, definem sua vida, sua estrada, seu caminho está ali guardado num emaranhando de lembranças, que nem sequer sabemos ao certo o que foram. Riscos de giz ao chão, demarcam um mundo onde cada um viveu e vive, mostra um mundo único, onde cada um reside, eu no meu mundo e você no seu, que entram em colapso, a partir do momento em que os riscos de giz ao chão, brancos, esfumaçados, concretos, se tocam e sua linguagem, clara e objetiva, demonstra a tudo e a todos de forma inteligível o que nosso pensamento inconstante e nossas lembranças conseguem embaralhar e esquecer com tanta facilidade, nossa vida. Estes mesmos riscos de giz ao chão, que num olhar de um desconhecido podem lhe parecer um tanto singelos, são na verdade, muito mais que apenas riscos, são obras de arte, manifestos de vida em uma linguagem universal, a escrita, palavras, são o que são, esses riscos de giz ao chão
terça-feira, 20 de abril de 2010
O livro
Ali sobre o móvel. Tanto movimento, tanto a se dizer, ali sobre o móvel, intocado, intácto. Longe de ser manso, se entranha, arrebata. Ávido e se houver havido? Um livro, uma vida, um átimo de segundo. Aguardando o ato. Há tantos atos aguardados, ali, simplesmente guardados, sobre as páginas fechadas. Ali um livro sobre o móvel.














