sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Alguns minicontos


 
Dia do branco.






Toda Sexta-feira Sô Olavo tomava banho com alfazema, vestia sua indumentária branca. Com seu sincretismo seguia para a Igreja do Senhor do Bonfim. Naquela Sexta-feira todos estranharam ao vê-lo seguir sem traje característico. Logo perceberam que havia tido um branco na cabeça.
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Estranha loucura. 

Joaninha cansada de todo dia varrer o terreiro, por causa dos periquitos e micos que sujavam o terreiro com cascas e folhas. Então ela foi à cidade comprou um motosserra. Agora todo dia de manhã ela liga o motosserra sob as arvores.
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A maldita cachaça. 


Apaixonado pelas canções de Roberto Carlos tomou todas as cachaças do boteco, cambaleou pela rua e caiu. Encaminhou-se para casa, chutou a porta cantando A namoradinha de um amigo meu. Levou um soco no olho e estatelou-se. Só então percebeu que havia chutado a porta casa do seu vizinho Serjão cara de Jumento.
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Sonhos alado


Sentou na varanda para fugir do calor. Observava um Iguana descendo pela coluna da varanda. Abriu o livro de Kafka e lia avidamente. Cochilou e sonhou. Acordou numa sala de ortopedia.
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A culpa. 



Sem paciência, numa mochila colocou roupas, cachimbo, um isqueiro, um canivete e R$ 100,00 roubados de seu pai. Colocou o boné do “Chicago Bulls”, foi morar pelas ruas. Um ano depois sentia frio, fome e saudade. Decidiu voltar, mas foi informado, que os velhos venderam a casa, para morar no interior de Pernambuco numa casa de recuperação de idosos alcoólatras.

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Sueli vai desculpando, mas devido a falta de textos postei os que exercitei.
Para sua sápia observação e orientação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Minicontos

A luz rompeu, a escuridão se foi... a esperança renasceu.

Carina

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Gênero Minimalista- “Miniconto” ou “Microconto”


Observe a beleza do miniconto 
A partida de  Kafka 

Miniconto

A literatura contemporânea passa por profundas e velozes mudanças introduzindo novas formas na arte da escrita. O chamado “miniconto” ou “microconto”, um tipo de narrativa que tenta a economia máxima de recursos sem, no entanto, perder a expressividade e a beleza do texto, além de causar um impacto instantâneo sobre o leitor, surge com força no cenário literário.

Prova disso é a publicação em 2004 do livro: Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século, organizada por Marcelino Freire, em que os autores foram desafiados a escrever contos de no máximo cinqüenta letras.

..."Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”, Augusto Monterroso, conhecido como menor e mais famoso miniconto do mundo; Dalton Trevisan, responsável pela canonização desse tipo de texto no Brasil; Julio Cortazar vem, juntamente com outros autores, reforçar a importância dessa nova estética.

Produzir uma narrativa com começo, meio e fim preservando as propriedades do conto dentro dessa nova estética, o miniconto, é o desafio que proponho.


DATA DA POSTAGEM-19/10/2012

PROPOSTA

ESCREVER UM MINICONTO

(Tema livre)



domingo, 23 de setembro de 2012

Pequenos grãos



Lembro-me
do milharal
na memória
pequenos grãos
verdadeiros sóis
terra de meu pai


Lembro-me
de suas grossas mãos
na terra a cavoucar
de seu doce olhar
verdadeiros sóis
um homem a trabalhar


Lembro-me
da terra seca
do gado magro
da despedida
da partida
sol a nos guiar


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Iluminai








Imagem Google






Iluminai meus sonhos na noite,
Lua Cheia em visita graciosa,
Livrai-me da saudade de açoite,
Para uma longa noite gloriosa,
 
Iluminai os desejos de minh’alma,
Na bela luz que aclara meu dia.
Perpetuai em cada canto da casa,
Com a divina luz que irradia.

Iluminai os cabelos da amada,
Como da estrela cadente exibida,
Na irradiante face ora dourada,
É como recrio a minha querida.

Iluminai todos meus caminhos,
Coloridos raios com luz incidente.
Extirpai deles todos os espinhos
Para a minha travessia silente.

 Toninho.

Permanecências

Procuro ser simples com os meus medos:
chego de manso como quem serve
água fresca aos amigos
e permaneço.
Se viajo, carrego comigo
valise, netos, cachorro
soltos os cabelos, o sorriso ambíguo
e permaneço.
Se fico,
entro na casa mais próxima
sento em todas as cadeiras
provo do tacho mais doce
e permaneço.
Permanecer é abrir janelas
como quem pinta
manhãs de sol para os filhos
falar do curso dos dias sem temor
do cheiro das mangas
do doce das romãs
saborear cada sílaba em minha boca
_ seu gosto de jasmim.
Faz tempo a concretude da pedra
condenou-me à busca do metro e do ritmo.
Mas a fluidez das horas
mas esse sol vagante sobre as verbenas
mas esse rio...
Só assim penso poder com a ternura
e permanecer em mim.

Rosane Ramos (17/09/2012)


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A linguagem poética

A linguagem poética


“Compreendi que a poesia está nas palavras, se faz com palavras e não com idéias e sentimentos, muito embora, bem entendido, seja pela força do sentimento ou pela tensão do espírito que acodem ao poeta as combinações de palavras onde há carga de poesia”.
Manuel Bandeira, ‘Itinerário de Pasárgada, in Poesia completa e prosa, p.40.


“O poema é transitivo. Precisa do outro. Dos outros. O ato de ler criadoramente é insubstituível. Ler é realmente reescrever. Leitura é co-criação: desvenda dimensões do texto, descobre relações, realiza possibilidades. Os olhos do leitor fazem novos caminhos com o poema. Travessias que não se repetem. E que, muitas vezes, não estavam previstas pelo poeta. Assim, a leitura é também invenção”. Roland Barthes


Crie você também uma poesia com base numa palavra que adquira no seu texto um sentido sugestivo.

Para isso, pense primeiro na emoção que você pretende comunicar: dor, saudade, amor, carinho, sonho, frustração, desilusão, medo, alegria, etc.. A seguir, procure encontrar uma palavra - chave que possa sugerir essa emoção.


Cultura Votorantim- 01/08 - OFICINA DE LITERATURA -         Sueli Aduan

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aos meus queridos:


Como dizia, brilhantemente, o Haroldo de Campos, "fazer poesia não é um meio de vida, mas um modo de vida".