Mas se deixava levar toda orgulhosa. Puro delírio. E era compreensiva, dessa compreensão exacerbada, irreal. Sabia que nem toda mulher podia se dar a esses pequenos luxos, e na sua imensa delicadeza segredava à amigas seletas: — entendo perfeitamente, é uma questão de tempo. E se tinha uma coisa que ela não abria mão era da sua liberdade. Levantava cedo só para ter o prazer de ler o jornal, das notícias que aconteciam do outro lado do mundo. Um cachorrinho perdido, uma mata destruída....tudo lhe interessava. Botânica, gastronomia, moda, filosofia, literatura, cinema...
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mas se deixava levar toda orgulhosa. Puro delírio. E era compreensiva, dessa compreensão exacerbada, irreal. Sabia que nem toda mulher podia se dar a esses pequenos luxos, e na sua imensa delicadeza segredava à amigas seletas: — entendo perfeitamente, é uma questão de tempo. E se tinha uma coisa que ela não abria mão era da sua liberdade. Levantava cedo só para ter o prazer de ler o jornal, das notícias que aconteciam do outro lado do mundo. Um cachorrinho perdido, uma mata destruída....tudo lhe interessava. Botânica, gastronomia, moda, filosofia, literatura, cinema...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Renovações
Mas apesar de tudo, achou que estava bem apesar dos 42 anos e dois filhos, era magra e alta, uma mulher atraente, de porte clássico, tinha uma vida abastada.
Pensou na vida que levava, no seu dia a dia... cuidava na casa, filhos longe, na faculdade, marido trabalhava muito, quase não ficava com ela, estava vazia, tantos planos deixou para cuidar da família!
Não se arrependia, mas agora queria algo mais para preencher seu tempo, sentir-se viva, fazer algo para ela... mas o que seria?
Criou coragem, ligou para o cabelereiro, cortou-os bem curtos e pintou-os de preto, saiu do salão e matriculou-se em um curso superior, finalmente seria advogada! bastaria a dedicação para o vestibular.
Comprou roupas novas e de um estilo totalmente adverso do que costumava usar... chega de ser básica, cara lavada, sem cor!! quero colorir minha vida enquanto há tempo, realizar meus sonhos, tornar-me útil para mim mesma, foi assim matutando para a casa.
Contou para o marido, que apesar do espanto, aprovou as mudanças.
Á noite, antes de dormir, olhou-se no espelho novamente e viu uma outra mulher... a mesma pele alva e sardenta, mas as linhas haviam suavizado, o olhar brilhava mais, havia vida naqueles olhos claros agora, havia esperança de renovação, não só da aparência, mas também do espírito, da alma.
Na manhã seguinte foi à livraria comprar material para iniciar os estudos.
Carina.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Mariama.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
João da Ponte.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Caracterização da Personagem
• Era um homem alto, magro, sempre vestido com cores escuras. Andava meio de lado. Tocava as coisas lentamente.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Diante do Mundo:Ser.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Poesia das palavras
Poesia das palavras
Em meio às palavras me faço sonhador,
Garimpo preciosidades em rio corrente
Lapidar letras das palavras um inventor,
E surgem como perolas em joia reluzente.
Ah, fonte inesgotável geradora de emoções.
Não me privo destas maravilhas da vida,
Alimento precioso de minhas inspirações,
Constante criar e recria-las em minha lida.
Lanço-me nos mistérios dos meus sonhos
Cristalizo as lagrimas dos justos e inocentes.
E os vejo renascer nas manhãs todos risonhos,
Meu coração rítmiza tum-tum suavemente.
Creditam-se nelas as dores como fingimento,
Mas como negar-lhes a inspiração emotiva,
Ao embalar o encanto em folhas de lamentos,
E na sua poesia a fantasia reina imperativa.
Palavras que recriam amor em bela poesia.
Que se encharcam perante a perda inevitável.
Sem sentimentos são órfãs de toda etimologia
Assim vivemos com elas a magia inegável.
Toninho.
Imagem do Google.
domingo, 15 de abril de 2012
Caminhos
E agora José? a festa acabou, a luz apagou
A noite parece que realmente chegou!
Noite escura essa, José, fria e tenebrosa,
Até a lua está nervosa
E agora José? tanta coisa no meio do caminho,
Doi feito dor de espinho;
Mas não se esqueça de uma coisa, no fim do caminho, José
Há de amanhecer, tenha fé
O Sol virá e será lindo, claro e tudo ficará bem...
E realmente o sol veio... e agora José, acredita em mim?
Lembre-se de que no meio do caminho existe a esperança
Tudo passa José, basta acreditar, nunca levar para a noite, sua criança
Ela vive em seu coração, sabe aquela fé de menino, que acredita em papai noel?
Pois então José, leve-a sempre consigo, a noite acaba, vai para o beleléu...
E agora José: no meio do caminho há o que?
Tudo depende de você!
Carina.
terça-feira, 3 de abril de 2012
As atitudes poéticas
segunda-feira, 26 de março de 2012
O Poder das palavras.
O poder das Palavras.
Palavras que causam infinitas alegrias.
Palavras que nos levam ao mundo de fantasias.
Não são apenas palavras, são caricias e solidariedade de amor.
Palavras amorosas que não se condicionam a nada além da vontade de recriar no outro a divina transformação, no instante em que parece que o mundo lhe cai sobre a cabeça, arrastando para um abismo todas suas esperanças. Palavras que salvam vidas, que embelezam o feio e dá sabor ao indegustavel. Palavras que alegram o triste e que acariciam e abranda os mais rudes dos seres.
Palavras que saltam de bocas malditas, que se espalham como espinhos, são palavras flechas desorientadas e devastadoras que acertam alvos não mirados deixando um rastro de desamor e desunião. É preciso mesmo muita prudência para com o uso das palavras e assim não ferir a quem amamos e queremos sempre bem.
Poder-se-ia dizer, que nossa vida ganha nova dimensão, quando passamos a conhecer e administrar as palavras e delas retirarmos a essência, para expressar todos nossos sentimentos e assim recriar novas e belas emoções, naqueles que nos cercam e que nos fazem melhores e mais felizes.
Assim como nos encantam, são as palavras ferramentas perigosas verdadeiras armas devastadoras. Pois que então cuidemos das palavras, para que elas não sejam grades, para que não sejam uma especie de substancia corrosiva, que aos poucos vai corroendo toda uma relação, até se romper de vez.
Concluimos, que seja primordial, repassar aos que se iniciam, a ter o melhor critério no uso desta fantástica ferramenta, por um mundo mais comunicativo a serviço da paz e da preservação do meio em que vivemos e sonhamos.
Toninho.
Grato Sueli pela abertura deste espaço, para que possamos
expor sentimentos nesta troca de ideias e sentimentos.
De bem com a vida
sábado, 24 de março de 2012
Sonhar é impreciso

Quando Descartes assumiu sua busca por uma idéia clara e indubitável pôs-se a utilizar a dúvida enquanto método: se determinado pensamento gerasse dúvida, desconsiderá-lo-ia e passaria a examinar outra idéia, a fim de encontrar uma verdade. Passou sob análise as idéias originadas pelos sentidos, pela matemática e colocou em xeque – o que nos cabe por ora – o próprio estado de vigília.
Alguns sonhos têm a capacidade de despertar sensações tão próximas àquelas que sentimos quando estamos acordados que o filósofo percebeu que poderia duvidar do fato de estar, naquele momento, pensando sobre isso ou sonhando que pensava.
Evitando digressões, interessa-nos o resultado desse caminho percorrido por Descartes, que culminaria na célebre frase “penso, logo existo”. Enquanto duvidava dos dados acima citados, percebeu que não poderia recusar o fato de que estava duvidando. Ora, se estava duvidando, pensava. Se pensava, era necessário que existisse. Dessa forma, o filósofo coloca a razão como fundadora da existência do homem, seguindo uma trilha racionalista que teria inúmeras conseqüências na história.
A partir do momento em que Descartes assume essa premissa todas as formas não racionais são postas à margem. Enquanto a ciência e o pensamento lógico ganham vitalidade no pensamento desse filósofo, o sonho adquire uma negatividade em seu seio. Assim como a loucura, o sonho ficaria restrito à esfera de um pensamento inferior. A técnica, no sentido filosófico desta, será o princípio para a filosofia e para a conduta humana.
Na contramão dessa corrente racionalista, o Surrealismo irá pleitear o lugar do sonho na janela da arte. Breton e seus companheiros dirão que ele dá voz ao inconsciente, também renegado pelas posturas técnico-científicas em voga posteriores a Descartes. As pinturas dessa vanguarda artística tentarão, portanto, retomar essa faculdade humana antes esquecida.
Diante desse quadro, fica clara a impossibilidade de separar as dimensões da existência e do sonho. Uma vez que a dinâmica do sonho amplia a significação do vivido, o próprio ato de existir torna-se inseparável da condensação e deslocamento de imagens provenientes do sonho – termos estes utilizados por Freud. Com essa afirmação, queremos assumir a postura de que a própria existência está marcada pela fluidez das imagens, pela dilatação do tempo e pela narrativa própria do onírico.
O que acontece, na presente sociedade pragmática, é o esquecimento intencional dessa dimensão fantástica. Imerso num cotidiano de obrigações e deveres, o homem está impedido de ir além de seu tempo e da realidade imediata, por conta das imposições de ordem econômica e sociais: o sonho passa sempre pela vistas dele como uma distração. Sendo assim, a exclusão do sonho é a recusa de um espaço de liberdade. Restrito a um contexto de produtividade, o sonho nada acrescenta à sua existência.
O que se espera, diante desse texto, é a consideração de que esse processo é ideológico e castrador da vitalidade do humano. O espaço desse blog serve, portanto, para dar voz e volume ao sonho como forma de libertação do homem: a arte como conquista de uma super-realidade que não deixe nenhuma das particularidades do homem escorrer por entre seus dedos.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ser feliz
Presto-me então, com humildade de aspirante á escritora falar sobre uma só, mote maior da nossa vida: Felicidade.
Aristóteles dizia que ela está em ser virtuoso, que as virtudes são essenciais e que cada pessoa tem a sua e encontra sua felicidade, lindo não?
Bem, nem há como discordar disso, pois se formos realmente atentos às pequenas coisas do nosso dia, encontraremos-na em coisas de simplicidade extrema, como em um copo de água quando estamos com sede, em uma flor que o amado nos traz, no prazer de um banho relaxante depois de um dia difícil, enfim, poderemos ver que não é tão difícil ser feliz, apesar de tudo e todos que enfrentamos em nossos dias.
Não me refiro a contentar-se com pouco, deixar de lutar por uma vida melhor, mais confortável, mas sim aproveitar o momento, não deixar pequenas oportunidades de alegria passarem em branco.
Basta um olhar atento, e na simplicidade do dia a dia encontraremos mais razões e forças para alcançarmos nossos mais elevados sonhos, e, se por acaso não se realizarem, ao menos teremos as coisas simples, um olhar mais amplo da vida, do mundo, das pessoas e isso nos tornará virtuosos, por consequencia...felizes, segundo o mestre.
A correria, a rotina nos tira essa visão ampla, bela, olhemos mais fundo, mais longe e quem sabe teremos ao menos paz, outra grande motriz de nossa vida.
Ser feliz é... bem, não sei, mas continuo a procurar nas simplicidades de meu coração ansioso e curioso, mas que fica feliz com um bom dia sorridente de um estranho na rua enquanto vai a um curso profissionalizante.
Carina.
domingo, 11 de março de 2012
Lau Siqueira - Nenhum homem é uma ilha...
MLailin
quinta-feira, 8 de março de 2012
E,com uma boa dose de poesia.
PROPOSTA










